Evolução do conceito do Agronegócio brasileiro

Em 1957, Davis e Goldberg, dois pesquisadores americanos reconheceram que não seria mais adequado analisar a economia nos moldes tradicionais, com setores isolados que fabricavam insumos, processavam os produtos e os comercializavam. Então estes autores conceituaram o agribusiness como sendo a soma total das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas; as operações de produção nas unidades agrícolas; e o armazenamento, processamento e distribuição de produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles.

No Brasil, essa abordagem sistêmica foi utilizada explicitamente por Araújo, Wedekin e Pinazza (1990), com a finalidade de levantar as dimensões básicas do agribusiness brasileiro.

Estes autores concluíram que o agribusiness brasileiro representava 46% dos gastos relativos ao consumo das famílias, o que correspondia ao equivalente a 32% do PIB brasileiro em 1980. Até então, ainda não se tinha adotado o termo agronegócio, mas após a segunda metade da década de 90, inicia-se a utilização de termos como cadeias produtivas, e neste sentido o termo agribusiness passa a ser utilizado em português: Agronegócio.

Para melhor compreender o agronegócio brasileiro é preciso ter claro os conceitos básicos, que são:

  • Sistema Agroindustrial: compreende todas as cadeias, organizações e instituições envolvidos em cada um dos setores da produção agroindustrial;
  • Complexo Agroindustrial: refere-se à uma matéria-prima de base que gera mais de uma possibilidade de produção, por exemplo, complexo soja, complexo cana-de-açúcar e etc;
  • Cadeias Produtivas: identifica-se a partir de um produto final, ligando as etapas de transformação, de jusante à montante,  para a produção do mesmo.

Estes são os conceitos básicos que norteiam a análise do agronegócio, que é a soma das operações desde a produção de insumos (à montante da produção ou antes da porteira), passa pela produção propriamente dita(dentro da porteira), pelo processo de transformação industrial (depois da porteira), posteriormente pela distribuição até chegar às redes varejistas (à jusante da produção) até enfim chegar no consumidor final. (BATALHA, 2007).

O conceito de agronegócio implica, então, na ideia de cadeia produtiva, com seus elos entrelaçados e sua interdependência. A agricultura moderna, mesmo a familiar, extrapolou os limites físicos da propriedade. Depende cada vez mais de insumos adquiridos fora da fazenda e sua decisão de o que, quanto e de como produzir, está fortemente relacionado ao mercado consumidor, existindo diferentes agentes no processo produtivo. Agentes estes que devem ser coordenados e alinhados às questões do passados e às necessidades presentes e futuras em torno do agronegócio brasileiro. Portanto, a PROEGA, tem o prazer de apresentar o GESTOR DO AGRONEGÓCIO para este fim!